segunda-feira, 18 de julho de 2011

Questionando a amizade

Muitas vezes paramos para pensar quem realmente são nossos amigos, se eles existem e onde estão. Não conseguimos entender como pessoas tão diferentes de nós nos cativam, raptam nossas emoções, nos fazem sentir algo que não imaginávamos e o mais extraordinário, nos proporcionam reações e comportamentos diversos perante eles, pois todos são diferentes, únicos e especiais para nós.
Uma amiga se propôs a escrever um pequeno texto nos contado o que significam os amigos para ela.
Existem amigos de todas as maneiras, mas todos eles são especiais.
O que posso falar dos amigos que eu tenho? Existem aqueles com quem eu posso sempre contar, sabem ler meus pensamentos, a minha feição. Eles sabem o quanto são importantes na minha existência sem eles eu morreria.
 Tenho amigos espalhadas por rodos os cantos do mundo, mas sempre mantemos contato e não deixamos a distância abalar nossa amizade. De todos os meus amigos tenho uma em especial com quem sempre saio e compartilho meus segredos. Essa amiga sempre aparece quando mais preciso e quando não preciso lá esta ela me ligando querendo saber o que as novidades, o que eu estou fazendo ou quem estou namorando...
Falo sempre que sou como uma árvore que no outono as folhas caem, porém não morre, pois suas raízes estão bem fixadas no solo e sempre haverá a próxima estação onde tudo voltará à normalidade.
Quem tem um amigo possui um bem precioso e não sabe o tesouro que encontrou nessa vida, então basta conservar as amizades que possui e quando possível aumentar esse circulo, pois todos nós somos amigos. Eles podem ser como as folhas que caem no outono, mas pode ter certeza na próxima estação elas voltarão mais belas e cheias de vida. ”
                                                                                                     Texto por Lilian Tatiane Severiano
Acredito que nossa tia Lilian expressou o que sentimos. Mas ainda sim palavras são insuficientes para revelar a complexidade do sentimento ao qual damos o nome de “amizade”.
Para encontrarmos uma resposta adequada devemos parar, pensar, refletir e nos perguntar: “Qual o valor de uma amizade para mim? Vale correr riscos por determinada pessoa?”
Se a reposta da segunda pergunta é sim se considere um ganhador, pois não encontramos amigos assim todos os dias.
Caso a resposta seja não, pense, você deve ter deixado escapar algo ou está confuso em suas relações. Mas não se aflija ou se condene, pois você ainda encontrará essa amizade, se já não a encontrou...

Porque temos medo?

Temos medo por sermos humanos, por queremos agradar a todos, sermos seres perfeitos, nos tornarmos um ícone, mas esquecemos quem realmente somos. E ao lembrarmo-nos de nossos erros e maus feitos, nos envergonhamos e a cada olhar tentamos denegrir a imagem do próximo para haver alguém em uma situação inferior à nossa.
O medo nos domina porque lhe damos espaço, assim como o sofrimento, o medo é psicológico. Nós mesmos criamos ilusões e as alimentamos e com o tempo essa chama denominada medo se apossará de todos os seus sentimentos e sonhos queimando-os perenemente e liberando uma fumaça negra conhecida como desespero, o produto dessa reação é o “existir como um eco”.
Viver não significa correr riscos, não ter medo, mas sim ser capaz de controlar tal sentimento para que não lhe prejudique, para deixar de ecoar a opinião dos outros e os valores destes e passar a produzir sua própria história, construir seus valores e arquitetar suas opiniões.
Necessitamos de um choque de alta tensão de realidade em nossas vidas medíocres.


Devemos aprender a viver de forma intensa, mas não irresponsável; com medo, mas que este nos seja benéfico, que seja um estímulo para realizarmos nossos sonhos e obtermos resultados satisfatórios a longo prazo, que seja o medo de ser perfeito.
Pense, reflita, dê a si mesmo uma segunda, terceira, quarta, etc. chance, pois o primeiro julgamento de mundo é seu, único e individual. 

domingo, 15 de maio de 2011

Um dia a maioria de nós irá se separar...


"Um dia a maioria de nós irá se separar. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, as descobertas que fizemos dos sonhos que tivemos dos tantos risos e momentos que compartilhamos... 

Saudades até dos momentos de lágrima, da angústia, das vésperas de finais de semana, de finais de ano, enfim... do companheirismo vivido... Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre... 

Hoje não tenho mais tanta certeza disso. Em breve cada um vai pra seu lado, seja pelo destino, ou por algum desentendimento, segue a sua vida, talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe... nos e-mails trocados... 

Podemos nos telefonar... conversar algumas bobagens. Aí os dias vão passar... meses... anos... até este contato tornar-se cada vez mais raro. Vamos nos perder no tempo... 

Um dia nossos filhos verão aquelas fotografias e perguntarão: Quem são aquelas pessoas? Diremos que eram nossos amigos. E... isso vai doer tanto!!! Foram meus amigos, foi com eles que vivi os melhores anos de minha vida! 

A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar uma vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente... Quando o nosso grupo estiver incompleto... nos reuniremos para um último adeus de um amigo. E entre lágrima nos abraçaremos... 

Faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante. Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vidinha isolada do passado... E nos perderemos no tempo... 

Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades... 

Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores... mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!!!"

                                                                                        Vinícius de Morais

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Como posso?
Nada tenho,
Tudo desejo,
Mas pouco obtenho.

Como poderei?
Ser eu mesma,
Se tudo o que faço
[até em pensamento]
É criticado.

Como pôde?
Porque me deu a vida
Se sabias que ela
Me daria a morte
[meus sentimentos e choros são
           abafados por mãos trêmulas]
 

domingo, 20 de março de 2011

Esquizofrenia, o que é?

       Quando perguntamos a qualquer um o que entende por esquezofrenia habitualmente ouvimos respostas como: "loucura, surto psicótico" e outras coisas do gênero.
       Mas como somos divergentes em nossas opiniões, não acham?
       Vejo a esquizofrenia não como loucura ou algo que só é capaz de acontecer com meu próximo e "nunca" comigo ou meus íntimos.
       O que muitos chamam de "dupla personalidade" é na verdade uma forma que o índividuo encontra de se sentir protegido, estimulado e querido criando um mundo imaginário que para ele é tão real quanto qualquer um de nós. Seus personagens têm sentimentos, emoções, mas não envelhecem e são previsíveis.
       Os esquizofrênicos são pessoas de extrema inteligência, mas que se esqueceram de viver suas vidas no mundo que é palpável a todos nós.
       Qualquer indivíduo pode vir a sofrer esta doença, pois ela é consequência da ansiedade e do estresse em grau elevados, o que é cada vez mais comum no mundo atual.
       Quero deixar bem claro que esquizofrenia não é um surto psicótico, mas durante a doença a pessoa pode vir a sofrer tais surtos. Um surto psicótico é quando alguém deixa de agir com a razão momentaneamente passando a ter atitudes estranhas.
       Pretendo com este artigo quebrar a ideia que se tem da esquezofrenia criada por uma sociedade preconceituosa e instigá-los a ir mais a fundo nos assuntos do mundo de nosso dia-a-dia.